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terça-feira, 12 de setembro de 2017

O alecrim e o cérebro


Na medicina popular, o alecrim tem sido associado há séculos com a boa memória. Mas, vale a pena investigar se ele realmente tem essa função, afirma o Dr. Chris Van Tulleken. Em termos científicos, existem diferentes tipos de memória. Há a memória relacionada ao passado – suas experiências e o que você aprendeu na escola. A memória presente, que é a sua memória de trabalho minuto-a-minuto. E há a memória futura ou o “lembrar-se de lembrar”, que para muitos de nós é a mais complicada. 

Quando ela falha acontecem coisas ruins – esquecemos de tomar o medicamento para o coração ou, pior ainda, comprar o presente de aniversário do cônjuge.
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Imagem: Pixabay

Há uma abundância de exemplos de pessoas que melhoraram enormemente a memória passada, mas a memória futura é mais complicada.

A equipe da Northumbria recrutou 60 voluntários mais velhos para testar os efeitos de óleo de alecrim como também de lavanda. Testaram esses voluntários em uma sala infundida com óleo essencial de alecrim, óleo essencial de lavanda ou nenhum aroma. Os participantes foram informados de que estavam lá para testar uma água vitamínica. Quaisquer comentários sobre os aromas foram tratados ​​como irrelevantes e como se tivessem “sido deixados pelo grupo anterior que usou a sala”.

Em seguida, os voluntários, fizeram um teste projetado para testar a memória prospectiva. É um teste inteligente com muitas nuances, de modo que nunca sabe o que está sendo testado.

No início, objetos estão escondidos ao redor da sala em lugares onde precisam ser lembrados ao final do experimento. Em seguida, ocorre um momento de distração, mas com divertidos quebra-cabeças de palavras, enquanto as demandas feitas pelos testadores ficavam cada vez mais complexas para a memória. “Daqui a sete minutos você pode me entregar este livro?” ou “Quando você se deparar com uma pergunta sobre a rainha no jogo de quebra cabeças, será que você pode me lembrar de pegar meu carro na garagem?”.

O que a equipe de Mark encontrou foi notável. Os voluntários no quarto com a infusão de alecrim obtiveram estatisticamente melhor resultados do que aqueles do grupo controle, e o grupo lavanda obteve uma diminuição significativa de desempenho. A lavanda é tradicionalmente associada com o sono e sedação. Como poderia o vapor de óleos essenciais, eventualmente, ter esse efeito?

Acontece que existem compostos no óleo de alecrim que podem ser responsáveis ​​por alterações no desempenho da memória. Um deles é chamado 1,8 cineol – que pode agir da mesma forma como os medicamentos licenciados para tratar a demência, causando um aumento do neurotransmissor chamado acetilcolina.

Estes compostos impedem a ruptura do neurotransmissor por uma enzima. E isso é muito plausível, desde que a inalação é a melhor maneira de "levar" o medicamento para o cérebro. Quando você ingere um medicamento, ele pode ser metabolizado no fígado que processa tudo que é absorvido pelo intestino, mas através de inalação as pequenas moléculas podem passar para a corrente sanguínea e de lá para o cérebro sem ser metabolizado pelo fígado. A pesquisa de Mark e sua equipe confirmou isto por meio de amostras de sangue onde encontraram traços de substâncias químicas do óleo de alecrim.

As implicações desse tipo de pesquisa são enormes, mas não significa que você precisa passar os seus dias cheirando alecrim ou dormindo sobre um travesseiro de lavanda. Os efeitos foram mensuráveis, mas mesmo sendo modestos, eles nos dão um indício de que mais pesquisas sobre alguns dos produtos químicos encontrados nos óleos essenciais poderia contribuir para a nossa compreensão da memória e função cerebral.

É também importante recordar que qualquer medicamento que possui um efeito mensurável, mesmo se inalado a partir de um óleo essencial tradicionalmente preparado, pode também possuir um efeito colateral significativo. Você não pode mexer com a bioquímica do cérebro e esperar que as coisas sejam simples.

Fonte: bbc.com/news, tradução EssentiaPharma

As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico.

Até a próxima


sábado, 15 de julho de 2017

Exercício físico faz bem ao cérebro


Há várias décadas se acumulam evidências indicando os benefícios da atividade física, tanto aeróbica como de força (ou resistência), na função cognitiva, tempo de reação e memória, entre outras propriedades.
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Foto: Pinterest

Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine concluiu que a combinação de exercícios aeróbicos com exercícios de resistência contribui para estimular o cérebro de pessoas com mais de 50 anos. Segundo os investigadores, o exercício físico nas pessoas mais velhas constitui um meio promissor de retardar ou afastar o declínio de saúde mental e das capacidades cognitivas. Os exercícios aeróbicos refletem-se nas capacidades cognitivas, enquanto os de resistência têm efeitos na memória.

À medida que envelhecemos, a produção das substâncias necessárias para o crescimento de neurônios (como a BDNF) diminui. Isso causa uma redução na produção de neurônios e menor ligação entre eles. É aqui que o exercício pode ajudar. 

Quais são os melhores esportes para o cérebro?

A maior parte dos estudos concluíram que os exercícios aeróbicos, que usam o oxigênio para produzir energia (como correr, caminhar, andar de bicicleta ou nadar), são os melhores para o cérebro porque ajudam o coração a bombear mais sangue. Com isto, haverá melhor oxigenação dos cerca de 100 mil milhões de neurônios que temos.

O exercício fornece um estímulo sem paralelo: cria um ambiente no qual o cérebro está pronto, disponível e apto a aprender.

Fonte: CNN, Revista PH
Até a próxima


segunda-feira, 17 de abril de 2017

5 alimentos que melhoram o funcionamento do cérebro



Esquecer uma tarefa, um nome, uma data importante. Essas e muitas outras pequenas (e grandes) coisas da vida podem ser muito prejudicadas por uma memória ruim. Além do avanço da idade, do cansaço e do estresse, uma alimentação deficiente pode influenciar nos esquecimentos do dia a dia. Uma forma de prevenir é alimentar-se dos nutrientes necessários para um cérebro mais ativo.
© Thinstock

Chá verde

O chá verde é rico em polifenois, substâncias que ajudam a prevenir o envelhecimento cerebral e doenças neurodegenerativas com ação anti-radical.

Frutos secos

Nozes, amêndoas, castanhas de caju, avelãs, etc. são uma bênção para o cérebro graças ao teor de vitamina E, ômega 3 e ômega 6, magnésio e vitamina B 6: excelentes fontes de alimentação para o sistema nervoso.

Sementes de girassol

As sementes, especialmente sementes de girassol e sementes de abóbora são considerados verdadeiro super alimento devido ao seu alto teor de nutrientes. Além de ser rica em vitaminas do complexo B e ácidos graxos ômega 3 e ômega 6, também fazem zinco, um sal mineral que melhora a memória e cognição.

Brócolis

O brócolis, bem como outra planta pertencente à família dos vegetais crucíferos (repolho, brócolis, etc.), têm um teor C de alta vitamina, antioxidante valioso que fortalece os vasos sanguíneos, mas também ácido fólico, (parte de vitaminas grupo B) necessário para o bom funcionamento do cérebro.

Tomates

Eles são muito úteis para a saúde do cérebro devido ao teor de licopeno, um poderoso antioxidante que pertence à família dos carotenóides. Além disso a luta contra os radicais livres (responsáveis ​​pelo envelhecimento celular e processos degenerativos) e para melhorar a função cerebral.


Fonte: MSN

Até a próxima


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Aneurisma cerebral, causas e fatores de risco


Estima-se que 5% da população tenha algum tipo de aneurisma. No entanto, a incidência de aneurisma rompido é de aproximadamente 4 para cada 100.000 pessoas por ano.

É uma doença perigosa, silenciosa. O mais dramático é o aneurisma rebentado, que após a hemorragia apresenta uma evolução grave, de alto risco.

Causas, incidência e fatores de risco

Os aneurismas cerebrais ocorrem quando há uma área enfraquecida na parede do vaso sanguíneo. Pode ocorrer como um defeito congênito ou pode-se desenvolver mais tarde, em qualquer período da vida.

Um aneurisma sacular (aneurisma em forma de baga) normalmente é pequeno em tamanho. O aneurisma assemelha-se a um saco de sangue preso a um lado do vaso sanguíneo por um pescoço estreito. São mais comuns em adultos. Os aneurismas saculares múltiplos não são incomuns, eles ocorrem em qualquer parte do cérebro, mas são observados com mais frequência em artérias grandes na base do cérebro. O aneurisma sacular também é associado a doença policística dos rins ou coarctação da aorta. O aneurisma sacular raramente tem características hereditárias.
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Imagem: spnc.pt
Outros tipos de aneurismas cerebrais podem envolver o enchimento (dilatação) de toda a circunferência do vaso sanguíneo em uma determinada área ou pode aparecer como um balão que sai de uma parte do vaso sanguíneo. Estes tipos de aneurisma podem ocorrer em qualquer parte do cérebro.

Normalmente, os sintomas não aparecem até que as complicações se desenvolvam. O sangramento é a causa mais comum dos sintomas, com a hemorragia subaracnoidea sendo o tipo comum de sangramento. Fraqueza, entorpecimento ou outras perdas de funções nervosas (déficit neurológico) podem ocorrer em decorrência de pressão do aneurisma em tecidos adjacentes do cérebro ou por causa do fluxo sanguíneo reduzido por um espasmo de outros vasos sanguíneos próximos ao aneurisma rompido.

Sintomas

Os sintomas de um sangramento podem incluir:

➻ A ocorrência repentina de uma dor de cabeça (grave ou descrita como "a pior que o paciente já teve")

➻ Dores de cabeça com náuseas ou vômitos

➻ Pescoço rígido (ocasionalmente)

➻ Fraqueza muscular, dificuldade para mover qualquer parte do corpo

➻ Entorpecimento ou sensações reduzidas em qualquer parte do corpo

➻ Alterações na visão

➻ Pálpebras pesadas

➻ Alterações no estado mental, o paciente pode ter letargia, estar sonolento ou estuporoso

➻ Convulsões

➻ Movimento lento, preguiçoso, letárgico

➻ Problemas de fala

➻ Irritabilidade ou pouco controle do temperamento.

Os aneurismas cerebrais não apresentam sintomas até que ocorram complicações, como sangramento.

Sinais e exames

Pode haver sinais de aumento da pressão dentro do cérebro (pressão intracraniana), incluindo o inchaço do nervo óptico (papiledema), que é observado no exame ocular.

O aneurisma cerebral normalmente é diagnosticado por exames para determinar a causa do inchaço dentro do cérebro.

➻ Uma TC (tomografia computadorizada) da cabeça indica sangramento e ocasionalmente localiza o aneurisma

➻ Um exame de LCR (líquido cefalorraquidiano) pode confirmar sangramento quando a TC não diagnosticar

➻ Uma ressonância magnética da cabeça pode ser uma alternativa para substituir a TC, mas não é sensível a sangramento na cabeça (sangramento subaracnoideo)

➻ Uma angiografia cerebral determina o local do(s) aneurisma(s)

➻ Um EEG (eletroencefalograma) pode ser realizado se houver convulsões

Tratamento

O objetivo do tratamento é o de controlar os sintomas e prevenir futuros sangramentos. A cirurgia é o tratamento primário para um aneurisma cerebral. A base do aneurisma é fechada com grampos, suturas ou outros métodos para evitar que o fluxo sanguíneo flua pelo aneurisma.

Se a cirurgia não for recomendável devido à localização ou tamanho do aneurisma ou outras condições que o paciente apresente, o tratamento médico é similar ao tratamento para a hemorragia subaracnoidea. Pode incluir a restrição de atividades (normalmente recomenda-se repouso absoluto), o tratamento de sintomas como dor de cabeça e a prescrição preventiva (profilaxia) de medicamentos anticonvulsivantes.

Expectativas (prognóstico)

O resultado pode variar. Um aneurisma cerebral que não se rompe pode não causar sintomas. No entanto, aproximadamente 25% dos aneurismas cerebrais rompidos são fatais nas primeiras 24 horas. Outros 25% são fatais dentro de até 3 meses. Dos demais pacientes com aneurisma cerebral rompido, mais de metade sofrerá de algum tipo de incapacidade permanente.

Complicações

➻ Hemorragia subaracnoidea

➻ Derrame cerebral

➻ Epilepsia

➻ Paralisia de alguma parte do corpo

➻ Perda da sensibilidade permanente de alguma parte do corpo

➻ Outros déficits neurológicos (como alterações na visão, perda da capacidade da fala)

➻ Hidrocefalia comunicante.

Solicitação de assistência médica e farmacêutica

Procure um hospital ou ligue para o número nacional de emergência se ocorrer dor de cabeça grave, especialmente se acompanhada de vômitos, convulsões ou outros sintomas de aneurisma cerebral.

Prevenção

Não há como prevenir a formação de um aneurisma cerebral. Se descoberto a tempo, um aneurisma não rompido pode ser tratado antes que cause problemas.

Fonte: Farmácia Saúde

Até a próxima