domingo, 20 de agosto de 2017

Fibromialgia, sinais de alarme e como tratar



A dor muscular é classificada como insuportável, o mínimo toque desperta dor e a incapacidade funcional. Deve ser encarada como uma doença crônica.

Doença crônica invisível, sobre a qual ainda há muito por saber. A fibromialgia não tem tratamento específico e é capaz de provocar dores intensas, no entanto mantém-se até hoje num relativo anonimato, ao qual não será alheio o fato de apenas ter sido reconhecida como doença pela Organização Mundial de Saúde no final da década de 1970.
www.emagrecerumdesafio.com
Imagem: Pixabay

Estima-se, não obstante, que atinja entre 2 e 8% da população adulta global e ainda que esteja em clara expansão. Fibromialgia também é conhecida por fibrosite ou fibromiosite.

Fatores de risco

Embora não sejam conhecidas, com rigor, as causas da fibromialgia, sabe-se que as mulheres são quase 10 vezes mais afetadas que os homens. Na verdade, 80 a 90% dos casos diagnosticados são de mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos. Supõe-se, por outro lado, que o desenvolvimento da doença também possa ser influenciado por fatores como:

Stress;

■ Doenças imunológicas e endócrinas;

■ Traumas físicos ou psicológicos.

Sinais de alarme

O sintoma predominante da fibromialgia é a dor muscular. Surgindo, na maior parte dos casos, de forma generalizada mas centrando-se posteriormente em regiões específicas, como o pescoço ou a região lombar, esta assemelha-se a um ardor intenso e muitas vezes debilitante. Pode, no entanto, fazer-se acompanhar por outros sintomas, como:

■ Perturbações de sono;

■ Fadiga constante;

■ Dificuldades de concentração;

■ Falta de memória;

■ Dores de cabeça;

■ Espasmos musculares;

■ Rigidez muscular;

■ Formigamento nos dedos das mãos e dos pés.

Os sintomas podem, no entanto, variar em intensidade e até mesmo desaparecer e reaparecer de forma esporádica, consoante a hora e o dia, os níveis de stresse e ansiedade ou as mudanças de temperatura. Também podem ser agravados com a atividade física desregrada.

Como tratar a fibromialgia

Ainda não é conhecida cura para a fibromialgia e também ainda não existe nenhum fármaco específico para a doença. Existem, no entanto, medicamentos que podem ajudar a aliviar os sintomas. São eles:

■ Analgésicos;

■ Relaxantes musculares;

■ Antidepressivos.

■ Massagens e técnicas de relaxamento também se podem revelar benéficas para o alívio das dores. Deve ainda procurar adaptar o seu estilo de vida aos sintomas da doença.

■ Evite o stress;

■ Pratique exercício físico (com um programa adaptado às suas capacidades);

■ Repouse o tempo necessário;

■ Mantenha uma alimentação saudável e equilibrada.

Atenção!

Se suspeita que pode sofrer de fibromialgia, consulte seu médico de família ou um reumatologista.

Fonte: CUF, Sapo Lifestyle

Até a próxima


sábado, 19 de agosto de 2017

Não distinguir dois tipos de cheiros específicos pode estar associado a um risco de desenvolver demência



Pesquisadores da Universidade de McGill, no Canadá, que coordenaram uma pesquisa acreditam que as mudanças na capacidade de identificar aromas surgem logo nas primeiras fases do Alzheimer. 

Um novo estudo revelou que a incapacidade de distinguir entre o cheiro de uma chiclete e gasolina pode ser um sinal da degradação da saúde do cérebro. A doença pode passar despercebida nos primeiros 20 anos, sendo que os sintomas já existentes são irreversíveis. Com estes novos dados, confiam os autores do estudo, a comunidade científica poderá trabalhar no sentido de encontrar tratamentos numa fase mais precoce de uma doença sem cura. 
www.emagrecerumdesafio.com
© GSO Images

As teorias foram testadas em 300 pessoas que tinham um alto risco de desenvolver Alzheimer (por terem um familiar que sofreu da doença), a forma mais comum da demência.

Os participantes foram convidados a identificar diferentes cheiros - chiclete, gasolina e limão. Do grupo de participantes, 100 ainda se ofereceram para ter punções lombares regulares para medir as quantidades de várias proteínas relacionadas com a demência no seu líquido cefalorraquidiano. Os investigadores descobriram que aqueles que tinham maior dificuldade em identificar os cheiros eram aqueles cujos os indicadores biológicos de Alzheimer eram mais evidentes.

“Esta é a primeira vez que alguém conseguiu mostrar claramente que a perda da capacidade de identificar os cheiros está correlacionada com marcadores biológicos que indicam o avanço da doença” disse Marie-Elyse Lafaille-Magnan, autora do estudo. "Há mais de 30 anos que os cientistas têm explorado a conexão entre a perda de memória e a dificuldade que os pacientes podem ter na identificação de diferentes odores. Isso faz sentido porque é sabido que o bulbo olfatório (relacionado com o sentido do olfato) e o córtex entorrinal (relacionado com memória e identificação de odores) estão entre as primeiras estruturas cerebrais a serem afetadas pela doença. Isso significa que um simples teste de cheiro pode potencialmente fornecer informações sobre a progressão da doença que é similar aos testes muito mais invasivos e caros do líquido cefalorraquidiano que estão a ser usados ​​atualmente” frisou.

Fonte: MSN/Saúde

Até a próxima