sábado, 24 de setembro de 2016

Estudos recentes confirmam benefícios do vinho


Sabe de onde veio o brinde “à sua saúde”? Da antiga Grécia, quando era habitual o anfitrião ser o primeiro a provar o vinho para assegurar aos convidados que este não estava envenenado.

Mas mesmo sem venenos, o brinde continua atual, já que não há dia em que não apareça um novo estudo a demonstrar os benefícios desta bebida tão nobre. Há uma pequena percentagem de pessoas que tem medo de vinho – chama-se enofobia – mas mostramos-lhe que não há mesmo razões para tal.

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Foto: Pixabay

Já todos ouvimos dizer que um copo de vinho por dia não faz mal a ninguém, que até faz bem à saúde. Será verdade? Descubra o que dizem os mais recentes estudos sobre os benefícios do vinho.

Benefícios do vinho ao longo da História

As suas origens são imemoriais. O Antigo Testamento diz que é Noé o primeiro a plantar uma vinha, mas de certo sabemos apenas que o vinho terá surgido depois dos homens se tornarem sedentários e que os vestígios mais antigos datam de cinco a seis mil anos a.C. Pode ter acontecido por acaso: um punhado de uvas amassadas deixadas a um canto e o processo de fermentação a ocorrer naturalmente…

Sabemos ainda que o vinho era sagrado desde cedo: os egípcios davam-no em oferenda aos deuses e era usado em celebrações pelos gregos e romanos, que o associaram ao deus Dionísio e Baco, respectivamente. Hipócrates, o pai da medicina ocidental, era um grande defensor do vinho, que usava para desinfetar feridas, aliviar as dores de parto das mulheres, tratar a diarreia e a astenia. Já o apóstolo Paulo, na carta a Timóteo, menciona o consumo ocasional e moderado de vinho para ajudar a digestão.

• Sabia que? Nos tempos antigos beber vinho era mais seguro do que beber água, uma vez que não havia tratamento de águas e estas eram frequentes fonte de infecções?

• Sabia que para consumir a mesma quantidade de resveratrol presente num copo grande de vinho tinto precisaria comer 1 kg de uvas pretas?

Benefícios do vinho à luz da ciência moderna

Foi preciso esperar até ao século XX para dissecar as entranhas do vinho com espírito científico. Em 1940 foi isolado pela primeira vez o resveratrol, um fitoquímico produzido pelas plantas para combater fungos e bactérias, e que faz do vinho (e de outros alimentos como uvas, amendoins e mirtilos) um alimento com propriedades medicinais.

Não parou de ser estudado desde então, descobrindo-se que, além do resveratrol, o vinho tem outros componentes que fazem bem à saúde, como os taninos, as procianidinas e o ácido gálico.

Os suplementos não mostram ter a mesma eficácia do que os alimentos naturais, pelo que o ideal é fazer do consumo de alimentos benéficos, como vegetais, frutas e vinho em doses moderadas, uma parte do estilo de vida.

Estes são alguns dos benefícios do vinho (em doses moderadas) mencionados em estudos recentes:

• Tem potencial quimiopreventivo em vários tipos de câncer, graças à ação do resveratrol.

•  Aumenta o “bom” colesterol (HDL) e baixa o “mau” (LDL).

•  Tem efeitos anti-inflamatórios.

•  Tem propriedades antioxidantes e anti-envelhecimento.

•  Previne a demência. Um estudo publicado no The Journal of Neuropsychiatric Disease and Treatment concluiu que os consumidores moderados de vinho tinto tinham menos 23% de risco de ter demência.

•  É bom para a pele. Estudos mostram que consumir resveratrol pode ajudar a inibir o crescimento das bactérias do acne e outro mostrou que os flavonoides do vinho ajudam a proteger a pele dos danos do sol.

•  Contribui para a saúde cardiovascular, graças às procianidinas.

•  Ajuda a viver mais tempo, sugerem investigadores de Harvard.

•  Ajuda a reduzir em 30% o risco de diabetes tipo 2.

•  Pode ajudar a prevenir constipações.

•  Pode ajudar a reduzir a depressão.

A dose certa

Afinal o vinho faz bem à saúde ou não? Vários estudos indicam que sim, que é benéfico. Faz parte, inclusive, da nossa Dieta Mediterrânea. No entanto, este é um dos casos em que mais não é melhor. O vinho deve ser consumido de forma moderada. Os efeitos benéficos do vinho serão maiores consumindo doses pequenas. E o que é uma dose moderada? Um copo de vinho por dia para as mulheres e dois para os homens.

Quem conhece vinhos sabe que cada um tem a sua personalidade, aroma e particularidades. É isso que faz com que determinados vinhos fiquem melhor com determinados pratos e com que alguns sejam mais indicados para uma ou outra ocasião. No entanto, há muitos mitos que se formam e que nem sempre correspondem à realidade.

O vinho tinto não se deve beber fresco

Claro que deve. O vinho tinto deve ser servido entre os 16º e os 18º. No entanto, no verão os 16º parecem mais frescos do que no Inverno. Quem serve o vinho tem de ter a preocupação de manter a temperatura ideal.

O vinho branco é só para o peixe

Não. Apesar de continuar a ser uma crença bastante enraizada, a verdade é que hoje em dia, com a quantidade de vinhos que existem, essa regra não se aplica. Assim, é possível conjugar um branco com carne e um tinto com peixe, mas depende dos vinhos, uma vez que é sempre necessário criar harmonias.

Todos os vinhos devem respirar

Todos os vinhos beneficiam do contato com o ar que faz com o vinho liberte os seus aromas. No entanto, não basta abrir a garrafa meia hora antes de servir. Se o quer fazer de forma correta, tem de decantar o vinho. Se não tiver o decantador, deixe o vinho respirar no copo.

Seja responsável, beba com moderação.

Fonte: Pingo Doce

Até a próxima


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Assado ou frito - Qual é melhor?


Como diz aquele velho ditado “tudo o que em excesso faz mal”, com a comida não é diferente. Nada como uma batata frita, uns nuggets, um bife na manteiga, ou seja, uma friturinha bem feita. Mas, deve-se saber como esse método de fazer comida é prejudicial à saúde.
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Fonte Pixabay

Se você for amante do “carpe diem”, do aproveitar o seu dia como se ele fosse o último, ou é adepto ao movimento de viver intensamente sem pensar no amanhã, bom, a fritura, então, não precisa ser eliminada do seu cardápio. Mas, se você preza pela sua saúde, por uma vida longa e saudável, é essencial que você elimine do seu cardápio a fritura. Se não conseguir extingui-la, pelo menos reduza o seu uso.

E existe uma explicação para isso. Tudo o que é frito, mesmo que seja em óleo vegetal, ou seja, em gordura insaturada – teoricamente menos prejudicial à saúde – passa por um processo de alteração química que tem a gordura do alimento transformada em gordura saturada, que se ingerida em excesso pode causar muitos danos à saúde. A formação da gordura trans também é muito comum quando se faz uso da fritura, além disso, esta pode acelerar a formação da acroleína, uma substância altamente cancerígena.

Alguns dos principais problemas de saúde ligados ao consumo excessivo de gorduras insaturadas e trans são as doenças cardiovasculares, elevação da pressão arterial, deficiência na absorção de nutrientes, possível desenvolvimento de cânceres, além da redução do crescimento e de outros malefícios.

Vale lembrar, também, que a fritura agrega ao alimento consumido uma característica inflamatória, a qual pode acarretar em um acúmulo centralizado de gordura nas regiões do corpo. Ou seja, fritura em excesso dá barriga e dá “pneu”. Não só isso, a fritura pode levar o corpo do indivíduo a resistir a insulina, e, assim, ter sintomas de falta de energia, enxaquecas, cansaço, sono em demasia, entre outros.

É importante ressaltar que diferentemente do que se pensa, é muito fácil atingir o limite de gorduras trans e saturadas no corpo humano uma vez que elas são obtidas não somente com a fritura, mas também com alimentos muito comuns no dia a dia das pessoas, como carne, queijos, bolachas, produtos industrializados em geral, etc.

Dessa maneira, evitar a fritura é primordial para uma saúde impecável. Optar pelos alimentos assados é uma boa solução para não deixar de comê-los, apenas muda-se o modo como são feitos. Assar os alimentos é muito mais saudável e não oferece nenhum risco à saúde desde que a comida assada também não ofereça. É importante, também, além de dar preferência aos assados, comer, sempre que possíveis alimentos cujas gorduras são de boa qualidade e inofensivas à saúde humana. São destaques as oleaginosas e os peixes, ambos ricos em gorduras monoinsaturadas, que estão diretamente ligadas à diminuição da inflamação, à queda do nível de colesterol no sangue, e à melhor eficiência cerebral.

Fonte: G. Produções

Até a próxima