terça-feira, 17 de outubro de 2017

Mulheres são menos egoístas, segundo estudo


Estudo encontra diferenças na generosidade de homens e mulheres

Homens e mulheres obtêm impulsos ligeiramente diferentes de dopamina, a droga neurológica da felicidade, quando realizam atos altruístas, de acordo com um novo estudo.
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Mas antes de cairmos na fácil resposta para isso e dizer coisas como “homens são de Marte, mulheres são de Vênus”, há muito para se pensar em experimentos como este. Ainda assim, os resultados sugerem alguma bioquímica interessante por trás dos comportamentos de gênero que podem ajudar a apoiar – ou não – nossas ideias sobre o que significa ser masculino e feminino.

Em um novo estudo duplo-cego, projetado para identificar se as diferenças na química do nosso cérebro poderiam ajudar a explicar a generosidade, pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, restringiram os receptores de dopamina em um grupo de voluntários e observaram enquanto eles recebiam uma soma em dinheiro.

A dopamina é um neurotransmissor que desempenha um monte de tarefas diferentes no cérebro, uma das quais é ajudar a comunicar prazer e recompensa. Essa sensação de “sentir-se bem” que você tem quando recebe elogios ou consegue um objetivo é em parte mediada por este produto químico.

Os pesquisadores basearam suas pesquisas em uma amostra de 55 participantes – 27 mulheres e 28 homens. Os voluntários foram classificados aleatoriamente em dois grupos antes de receberem com um bloqueador de dopamina chamado amisulprida ou um placebo.

Em seguida, eles receberam duas tarefas. Na primeira, cada um teve que escolher entre ficar com uma quantidade de dinheiro, ou receber uma quantidade menor que seria compartilhada com um amigo do grupo ou com um estranho.

A segunda tarefa serviu de controle. Os participantes receberam uma escolha entre uma pequena recompensa agora ou uma maior se eles esperassem 90 dias. Uma vez avaliados, os dois grupos foram trocados para receber a outra pílula e ser testados novamente.

Os resultados não eram sensíveis, mas estavam determinados a ser significativos. Ao tomar o placebo, as mulheres no estudo escolheram compartilhar 51% das vezes. Os homens, por outro lado, fizeram isso em apenas 40% das ocasiões.

Com o bloqueador da dopamina, as mulheres se ofereceram para dividir seu prêmio apenas 45% das vezes. Os homens se tornaram um pouco mais pró-compartilhamento sem a dopamina – em 44% das vezes, mais exatamente.

O estudo indica que, em uma divisão de gênero de participantes do sexo masculino ou feminino, pode haver diferenças no neurotransmissor que os sugere para ser um pouco mais generosos.

Além dessa variação estatística, tudo é especulação. Não está claro se essa diferença poderia surgir de variações em nossos cromossomos, ou se é um comportamento aprendido, moldado por décadas de condicionamento social.

Criticamente, um grupo de 55 também é um tamanho de amostra bastante pequeno, e as diferenças – embora interessantes – não foram exageradas.

Além disso, como a neurocientista cognitiva Gina Rippon, da Universidade de Aston, no Reino Unido, disse em uma entrevista ao jornal The Guardian, os dados foram agrupados em dois grupos diferentes de participantes realizando tarefas ligeiramente diferentes, apresentando espaço para erros.

Tudo isso de lado, as conclusões levantam algumas questões fascinantes sobre os limites da tomada de decisões e a influência do gênero. Há apenas mais trabalho a ser feito para explorar o que esse resultado realmente poderia significar. Ao longo da história, os cientistas discutiram as características que separam homens e mulheres e se perguntaram o quanto é a natureza – e profundamente embutido – e quanto é aprendido, sujeito a mudanças.

Experimentos como este oferecem ferramentas para estudar a neuroquímica por trás de comportamentos anti e pró sociais, potencialmente ajudando-nos a entender melhor as sutis interações de genética, expectativas culturais e anatomia.

Quem sabe, poderemos afirmar que homens e mulheres são ambos da Terra, afinal de contas. [Science Alert]

Créditos: hypescience

Há necessidade de mais estudos e de os neurocientistas "terem em conta as diferenças mais seriamente".

Até a próxima


sábado, 14 de outubro de 2017

Álcool e medicamentos: influências recíprocas



Existem dois tipos de produtos de suporte: com ou sem nicotina. Aumenta a probabilidade de uma interação entre os medicamentos e o álcool, a qual pode ocorrer a diversos níveis:

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© Pixabay

O álcool disputa as mesmas enzimas, inibindo o metabolismo do medicamento: com isso, a substância ativa do medicamento permanece mais tempo no organismo, aumentando a possibilidade de ocorrerem efeitos secundários.

Por outro lado, o álcool pode estimular o metabolismo do medicamento, diminuindo a sua permanência no organismo e, em consequência, reduzir o seu efeito terapêutico. Quando são ativadas pelo consumo crônico de álcool, as enzimas mantêm-se ativas mesmo quando não se bebe, continuando a afetar o metabolismo dos medicamentos.

O consumo crônico de álcool pode alterar a transformação dos medicamentos resultando em produtos tóxicos que podem danificar o fígado e outros órgãos.

O álcool pode ainda aumentar o efeito de alguns medicamentos que atuam sobre o sistema nervoso.

Assim o risco de interação existe quer se trate de medicamentos sujeitos a receita médica, quer se trate de medicamentos de venda livre. E está presente quer na ingestão aguda (quando se bebe ocasionalmente) quer na ingestão crônica de álcool (quando se bebe diariamente).

São muitos os medicamentos que interagem com o álcool, mas nalguns casos o risco é acrescido.

Pergunte sempre na farmácia sobre o risco de beber álcool, se:

► tem uma infecção e está a tomar antibióticos;

► é diabético;

► tem problemas de coagulação de sangue;

► está a tomar medicamentos para a depressão, ansiedade ou epilepsia;

► tem alterações da pressão arterial.

Fonte: Revista Saúda

Essa é uma associação que sempre deve ser evitada pelo potencial prejuízo que pode causar. Deve-se sempre considerar que, na ciência, a ausência de evidência não implica a inexistência do fato, e o bom senso deve ser também um orientador de condutas.

Até a próxima